Tarim da Venezuela (Carduelis cucullata)

O Tarim da Venezuela é um pássaro com cerca de dez centímetros de comprimento. O macho tem a cabeça, o pescoço, a cauda e asas pretas com manchas vermelhas. No restante do corpo predomina o vermelho. Na fêmea a cor predominante é o cinza claro e nas asas e cauda o cinza escuro. Listras de cor vermelha aparecem no peito e asas. Existem mutações de cor com variação da presença e intensidade do preto e vermelho. Ele é um pássaro exótico e não silvestre da fauna brasileira como muitas pessoas acreditam ser, ele está inserido no grupo dos exóticos raros e no subgrupo dos granívoros americanos e participa de campeonatos ornitológicos por todo país e pelo mundo.

            O Tarim apesar de ser um pássaro exótico tem características peculiares, que começam desde a alimentação, manejo, reprodução e preparação. Depois de seis anos dedicados à reprodução desde pássaro venho passar um pouco da experiência adquirida ao longo desses anos.

            A alimentação do Tarim é a base de sementes, as mais apreciadas por eles são o níger, alpiste e a perila, também uso farinhada, no mercado existem várias marcas que podem ser utilizadas, acrescento a farinhada ovo cozido para deixa-la mais palatável, forneço verdura (almeirão) e água sempre fresca.

O criatório deve ser claro, limpo e arejado, devemos ter um cuidado especial com a temperatura, os Tarins são muito sensíveis ao frio então precisamos mantê-la sempre amena para evitar problemas que podem ser ocasionados pelo frio e servirem de porta de entrada para doenças. Utilizo gaiolas de metal com pintura epóxi nas dimensões 50 x 28 x 31 cm, comedouros meia lua e bebedouro.

A época de reprodução dos Tarins é a mesma dos canários, aqui na Serra Gaúcha onde tenho minha criação eles começam a nidificar no final de agosto até inicio de janeiro. As fêmeas fazem postura de três a cinco ovos, o período de choco é de treze dias, os filhotes saem do ninho com dezoito dias em média e com trinta dias já estão se alimentando sozinhos e podem ser separados dos pais. As fêmeas fazem de três a quatro posturas/ano. Podemos deixar que os Tarins mesmo criem seus filhotes, as fêmeas chocam bem e tratam bem seus filhotes, mas após o sétimo, oitavo dia costumam não deitar mais sobre os filhotes a noite e isso pode acarretar a morte dos mesmos devido ao frio, precisamos estar atentos a essa peculiaridade. É possível utilizar canários como ama-seca, o resultado é satisfatório e pode garantir um número maior de filhotes por casal. Observação: os manons que são utilizados como amas de praticamente todos os pássaros exóticos não criam filhotes de Tarins, devido ao formato do bico e a maneira de o filhote pedir comida que é igual aos canários erguendo-se e abrindo o bico.

Os filhotes são muito ativos e se desenvolvem rápido, são fáceis de identificar o sexo, pois os machos com quarenta, quarenta e cinco dias já começam a mostrar pintas pretas na cabeça e também começam a cantar, cantam muito e alegram o criatório. Com cem, cento e vinte dias já estão com a plumagem definitiva, o vermelho vivo contrastando com o negro chama atenção de qualquer pessoa que visite sua criação.

Comercialmente tem grande potencial, a procura por matrizes é grande e tem um valor agregado interessante. Espero ter contribuído de alguma forma com os criadores e futuros criadores dessa espécie, que é sem sombra de dúvidas uma das mais belas que temos conhecimento. Obrigado!

Cleiton Giovani Benetti

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